O bebê e a Música

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O bebê e a Música

bebe

No processo de formação do bebê no útero, o primeiro sentido desenvolvido é a audição. Na cavidade uterina a criança está em constante contato com os ruídos internos (do corpo da mãe) e externos (do ambiente). Estudos indicam que os bebês reagem com movimentos ao ouvirem os sons que vêm do lado de fora do útero. Uma gestante que ouve música “suave” e canta, acalma o bebê por meio das ondas, das ressonâncias e das harmonias. Sons muito violentos desagradam os bebês. Reflexos desses desagrados são os pontapés e os movimentos bruscos que eles realizam no útero materno.

O estímulo através da Música é um passo para o desenvolvimento de todos os outros sentidos e habilidades da criança. Através da Música pode-se trabalhar os reflexos, a lateralidade, a expressão corporal, a sociabilidade, as cores, noção de espaço e tempo, coordenação motora, atenção, concentração e principalmente equilíbrio emocional, entre outros. Por isso é importante estimular o seu bebê com Música desde muito cedo.

Está comprovado cientificamente que aos quatro ou cinco meses de vida “reconhecem” canções que suas mães cantavam quando ela estava ainda em seu ventre. “A quantidade e a qualidade da experiência precoce são a chave do futuro crescimento intelectual da criança (…) uma experiência precoce e apropriada para o bebê é de grande importância para ampliar o potencial do seu desenvolvimento.”, afirma o Dr. S. H. Jacob, no livro “Estimulando a mente do seu bebê”.

A música faz parte do mundo infantil de todo o mundo. Embora as letras sejam diferentes, as canções de ninar têm melodias semelhantes em todos os povos. Após o nascimento, a Música continua fazendo parte da vida da criança. Através das canções, elas são capazes de associar uma quantidade enorme de informações. A melodia funciona como um fio condutor e, mesmo aquelas que ainda não aprenderam a falar, ao ouvirem a mãe ou outras pessoas cantando sabem que aquela música conta uma história que tem começo, meio e fim. Através das canções as crianças vivenciam pelo menos três propriedades do som: altura, que é a diferenciação entre o som agudo e o som grave, duração, diferenciação entre som longo e o som curto e a intensidade, que é a diferenciação entre o som forte e o som fraco.

Estudos comprovam que crianças que são estimuladas com Música de boa qualidade se tornam mais sociáveis, têm raciocínio lógico/matemático mais desenvolvido, lidam mais facilmente com algumas “dificuldades” durante o seu desenvolvimento emocional e ampliam o seu universo de conhecimentos, pois com a facilidade tecnológica atual, pode-se ouvir canções infantis do mundo todo e vivenciar diferentes estilos musicais. Dr Thomas Verny, psiquiatra infantil da cidade de Toronto – Canadá relata que existem três níveis de comunicação entre a mãe e o bebê nesta fase: fisiológico, comportamental e psicológico, e que a música é um poderoso instrumento de comunicação entre a mãe e o bebê e deve ser muito explorada durante a gestação. Durante a infância o cérebro humano é mais maleável e os efeitos da aprendizagem são maiores do que em qualquer outra fase da vida. O desenvolvimento cognitivo musical nesta fase se dá em grande proporção. Sabe-se hoje que é entre o período do nascimento e o décimo aniversário que muitas das propriedades do som se desenvolvem e se tornam mais refinadas. É também nesta época que as crianças desenvolvem suas preferências e memórias musicais.

É cada vez maior a produção de CDs infantis, mas deve-se escolher com critério: música de boa qualidade, composta especialmente para crianças por pessoas que entendem o universo infantil e que enriqueçam o seu conhecimento tratando de temas importantes do seu cotidiano. CDs que usam instrumentos com sons agradáveis e que tratam a criança como um ser pensante e não apenas como consumidora e receptora passiva são os mais indicados.

Por todos estes motivos, a Música deve fazer parte da vida da mamãe e do bebê, tornando-se um momento prazeroso e de fortalecimento do vínculo mamãe-bebê.

 

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